PARÓQUIA SÃO JOÃO BATISTA

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Bom dia, Terça-feira, 23 de Outubro de 2018

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Morte, Fim ou Meio?

Eis ai uma verdade que ainda aflige, se evita falar, se teme, se esconde, se foge e ainda por muitos é tratada como mistério. Partindo de uma definição filosófica assim concluiríamos: “A morte é ausência de condições para que um corpo permaneça vivo”. Pode parecer uma definição fria e que impõe fim, assim como afirma o autor do Livro da Sabedoria: “Aos olhos dos insensatos, parecem ter morrido sua saída do mundo foi considerada uma desgraça, sua partida do meio de nós uma destruição...(Sb 3,2-3)”. De fato, a morte analisada sem à luz da fé se desdenha como fim. É como se a vida se resumisse em muitos casos em nascer, sofrer e morrer. Contudo, o mistério da vida não pode e não deve ser reduzido. A vida primeiro deve ser compreendida como dom, prova maior da gratuidade do Criador. Quem se torna capaz de tal compreensão consegue transformar sua vida em dom de Deus para os outros. Assim a morte não é castigo e a esperança leva-nos a crer que esta é cheia de imortalidade. Muitas vezes pode até parecer que cultuamos a morte. No entanto, nós cristãos não cultuamos a morte e pelo fato de crermos N’aquele que venceu a morte sendo pregado à Cruz, venceu a morte e tornou-nos vencedores. Sepultados com o Cristo no Batismo, com Ele ressuscitaremos para à vida eterna. Talvez o mundo ainda duvide e queira colocar em cheque o plano da salvação. Isso sem sombra de dúvidas é característica do mundo secularizado, como também deste tempo de mudança de época. Determinar a morte como fim é um ideal. Porém é preciso enxergar além do que está nesta preposição. Isto é um convite pra que se aproveite a vida enquanto podes pois esta é curta e dura muito pouco. Pode até parecer um apelo normal, mais a verdade é que este não passa de um apelo ao egoísmo, ao fechamento em si mesmo, ao consumismo e pior colocar a morte como o centro da vida e o viver como tendo único sentido morrer. Assim enxerga àquele que não tem fé. E nós que cremos como enxergamos? A morte não é fim é meio pelo qual se chega. A verdade é que neste mundo somos peregrinos e o nosso viver tem como centro o Cristo. A morte é consequência do pecado e não determina fim e sim meio. Este mistério consiste numa única verdade: “De Deus saímos e pra ele voltamos”. Daí podemos como São Francisco chamarmos de irmã à morte e com ele movidos pelo que cremos dizer: “É morrendo que se vive para a vida eterna”! Não estamos mais sob o julgo da morte, esta foi vencida pelo preciosíssimo sangue Redentor de Nosso Senhor Jesus Cristo, o sacrifício da nova e eterna aliança onde “por sua morte a morte viu o fim, do sangue derramado a vida renasceu. Seus pés feridos nova estrada abriu e neste homem o homem enfim se descobriu”. Doce verdade esta que cremos: na comunhão dos santos, na remissão dos pecados, na ressurreição da carne e na vida eterna.

Pe. Juliano Osvaldo de Camargo

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