PARÓQUIA SÃO JOÃO BATISTA

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Bom dia, Terça-feira, 11 de Dezembro de 2018

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Maria a Virgem Mãe do Redentor

Neste tempo de mudança de época, em que os desígnios de Deus manifestos à humanidade por meio da Serva de Deus por excelência fica no ar um sabor infinito de mistério. Como é providente a Palavra de Deus enfatizar a realidade da Serva por Deus escolhida. Como soa suave a saudação do anjo aos ouvidos atentos e corações abertos àquilo que vem da parte do Senhor: “Alegra-te, cheia de graça! O Senhor está contigo... Não tenhas medo, Maria! Encontraste graça junto a Deus” (Lc 1,29-30). Fico pensando no espanto que se apoderara da jovem. Porém fico ainda mais espantado com a coragem e a ousadia da resposta diante do grande desafio da missão: “Conceberás e darás à luz um filho” (Lc 1,30). Fico pensando se fosse hoje encontraria Deus alguém como Ela, virgem, pura, imaculada e sem mancha. Encontraria Deus alguém capaz de desafiar o próprio tempo, as pressões e ideologias? Seria possível a uma mulher conceber e dar à luz na simplicidade e na pobreza da estrebaria? Seria possível pensarmos um homem como José? Teria lugar uma família, como a família de Nazaré? Quantos questionamentos nascem de um simples sim. Àquela doce expressão: “Fiat volutas tua! Faça-se em mim a tua vontade!” (Lc 1,38). Sei que para muitos isto soe como ridículo, talvez queiram apontar a promessa e a realização da promessa um mero mito pior ainda queiram contar a HISTÓRIA, como ESTÓRIA. Me angustia a situação dos homens: descrentes e longe de Deus. O homem de hoje que se coloca à margem da história e não consegue perceber que Deus faz história com ele e que sem Ele a história esvazia-se e morre. Penso em como o homem veria o mundo a partir dos olhos da Mãe. Penso na ternura que há no olhar de cada mãe que fita seu filho e de salto se esquece das dores do parto se apaixona e ama de corpo e de alma. Fico pensando nos traços de Deus que existe em cada mulher criada por Deus. E assim só consigo pensar em mistério, em graça, na presença do Divino na fragilidade do homem. Quando penso em esquivar-me desse foco de visão chego a realidade da Cruz. Simplesmente sinto em mim uma inquietude que me vejo desfalecer com Ela na dor do Filho e na sua própria dor de Mãe, de mulher de humanidade. Sei que muito mais eu poderia dizer de Maria, a Mãe do Redentor. Porém, dirijo-me a Ela pedindo sua materna e poderosa intercessão por todas as mães e por todos nós com essa simples oração:

À vossa proteção recorremos, Santa Mãe de Deus não desprezeis as nossas súplicas em nossas necessidades, mas livrai-nos sempre de todos os perigos, ó Virgem gloriosa e bendita. (Antífona de Nossa Senhora).
 
Pe. Juliano Osvaldo de Camargo

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