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Bom dia, Terça-feira, 23 de Outubro de 2018

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Advento, o que esperarmos ou a quem esperarmos?

Sempre que se fala de Advento nos remetemos ao tempo anterior ao Evento salvifico da Encarnação. Tempo de espera consolidada na esperança de um messias libertador como afirma o profeta Jeremias no conjunto do Livro da Consolação: “farei brotar de Davi um rebento dado à justiça, que vai implantar a justiça e o direito no país. Nesse dia Judá será salvo, Jerusalém vai se deitar confiante e o nome que lhe darão será Senhor-Nossa-Justiça” (Jr 33,15-16). Este período marca a realidade que evoca a volta dos exilados e a conversão das nações. Da mesma forma o faz Ezequiel ao tratarem ambos da Nova Aliança. Daí, podemos afirmar que é Jesus quem realiza a promessa ou ainda, Ele é a realização da promessa. Neste esperar de outrora que culmina com o nascimento do menino na cidade de Belém cumprindo a profecia: “Mas tu, Belém de Éfrata, pequenina entre as aldeias de Judá, de ti é que sairá para mim aquele que há de ser governante de Israel” (Mq 5,1).
Talvez sejamos tentados a querer um reducionismo e não querer ver o que é óbvio. A realidade que nos remete a Belém transcende a forma e pensar e querer do homem. O querer na verdade parte de Deus que quer salvar e libertar o seu povo. Para tanto seria necessário entrar dentro deste mistério não com intuito de explicá-lo e sim de tomar parte nele. Impressiona o fato de a humanidade ser assumida pela divindade e mais ainda o podermos a partir da encarnação do Verbo participarmos da divindade de Deus. Voltarmos nosso olhar para o presépio é sim entrarmos na intimidade de Deus que quis para o Filho uma família. Se partirmos do principio do que encontramos iremos nos confrontar com a virgem grávida: “Eis que a virgem ficará grávida e dará à luz um filho. Ele será chamado pelo nome de Emanuel, que significa: Deus conosco” (Mt 1,22).
Pois bem, se de um lado temos o infinito de Deus, de outro temos a finitude do homem. Deus que chama a uma mulher e desta obtém uma resposta afirmativa: “Eis aqui a serva do Senhor! Faça-se em mim segundo a tua Palavra” (Lc 1,38). Também quis o Senhor envolver neste projeto José, o homem justo que toma parte neste querer salvar de Deus.
A quem procuravam encontrar os pastores e os magos do oriente? Um recém- nascido envolto em faixas numa manjedoura com o pai e a mãe. Não uma criança qualquer, mas sim o rei dos judeus que acabará de nascer. Eles o encontraram e muito se alegraram, depois da espera enfim, chega o Salvador. Tiveram a coragem de irem ao encontro e encontraram. Hoje o que esperarmos ou a quem esperarmos? Em tempos de mudança de época, de um secularismo exacerbado, de inversão de valores e de uma marca subjetivista como encontrarmos o Cristo? Se outrora não houve lugar nas hospedarias de Belém, onde encontrará lugar hoje? Outrora a estrebaria, hoje onde Ele encontrará lugar? Nascer, crescer eis o grande desafio! Ser encontrado, desafio maior ainda. Que possamos ser iluminados a buscarmos este encontro pessoal, como afirma o documento de Aparecida. Que este tempo de espera nos prepare para irmos ao encontro daquele que vem ao nosso encontro.  E a partir deste possamos viver a justiça e a Paz. Feliz Natal! Um ano de 2013, repleto das bênçãos de Deus, pra você e toda sua família!


Pe. Juliano Osvaldo de Camargo


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