PARÓQUIA SÃO JOÃO BATISTA

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Bom dia, Terça-feira, 23 de Outubro de 2018

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É tempo de renovarmos nossa esperança

Em tempos tão difíceis como os que estamos vivendo, com forte influência desta mudança de época e com o mundo em crise econômica e de Paz tão fragilizada, em que poderíamos alicerçar nossa esperança? Para os que não crêem seria impossível, agora para os que crêem isso se torna possível mediante a fé pelo batismo. Sei que talvez possa parecer perca de tempo falar do que cremos e do que esperamos. Numa cultura de morte exaltar a vida, parece loucura. Talvez sejamos acusados de insanos e outros adjetivos. Porém, o que cremos? O que professamos? O que esperamos? Crer na vida eterna, na ressurreição da carne e na comunhão dos santos, seria acaso algo ultrapassado e não condizente com a realidade de hoje? São todos questionamentos possíveis, contudo fora de propósito mediante o depósito da fé.


Estamos prestes a celebrarmos a Festa de Todos os Santos. Penso que seria necessário redescobrirmos. que, todos somos chamados à vida de santidade: Sede santos, porque eu sou Santo (1 Pedro 1,16). Agora ser santo nos dias de hoje é sim um desafio. Porém, não algo impossível. O problema é que pensamos santidade como algo extraordinário que transcende a humanidade fazendo com que percamos o foco da realidade: “quanto mais humanos, mais santos seremos”. O santo não é alguém alienado, pelo contrário é àquele que inserido de forma encarnada se coloca como instrumento de Deus para transformar o que é sombra da morte em vida plena. Daí surge uma dúvida ou um novo questionamento: “Qual o fim último do homem”? Para o não crente a resposta é desastrosa e desanimadora, pois estes consideram a morte o fim, derrota ou fracasso: “Aos olhos dos insensatos parecem ter morrido sua saída do mundo foi considerada uma desgraça e sua partida do meio de nós, uma destruição” (Sb 3,2-3). No entanto, a morte não pode ser considerada o fim último do homem, que nasce não para a morte e sim para a vida. A chave do mistério é a vida e não a morte, e como o autor do livro da Sabedoria diz: “a vida dos justos está nas mãos de Deus” (Sb 3,1), quanto a nossa esperança ela é cheia de imortalidade. Sem sombra de dúvidas os questionamentos que derivam da realidade escatológica permeiam o ser e o existir do homem. Ao crente cabe a certeza da Comunhão dos Santos da remissão dos pecados da ressurreição da carne e da vida eterna mediante as palavras de Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, mesmo que morra, viverá. E todo aquele que vive e crê em mim, não morrerá jamais (Jo 11,25-26). Mais ainda resta um questionamento: “Se a morte não determina nosso fim, para onde vamos? O certo é que para muitos a incerteza gera medo, em alguns até revolta. Estamos prestes a celebrarmos o dia de finados e a dúvida e a insegurança para o não crente determina o fim da vida na sepultura. Para o crente a morte e, por conseguinte a sepultura marcam o fim de nossa peregrinação neste mundo na certeza de três possibilidades:
O Céu – Reservado aos que morreram na graça e amizade com Deus, perfeitamente purificados, vivem para sempre com Cristo. São para sempre semelhantes a Deus, porque O vêem <<tal como Ele é>> (1Jo 3,2), face a face.
O Purgatório – Reservado aos que morreram na graça e amizade de Deus, mas não de todo purificados, embora seguros da sua salvação eterna, sofrem depois da morte uma purificação, afim de, obterem a santidade necessária para entrar na alegria do Céu.
O Inferno – A doutrina da Igreja afirma a existência do Inferno e a sua eternidade. As almas dos que morrem em estado de pecado mortal descem imediatamente, depois da morte, aos infernos, onde sofrem as penas do Inferno, <<o fogo eterno>>. A principal pena do inferno consiste na separação eterna de Deus, único em Quem o homem pode ter a vida e a felicidade para que fosse criado e a que aspira” (Catecismo da Igreja Católica).
Assim podemos afirmar com toda certeza de que somos peregrinos neste mundo e que a nossa marcha é para Deus de onde saímos e pra onde voltamos. Porém, a salvação de cada um esta condicionada ao querer e a liberdade de escolha de cada um. Desta forma podemos afirmar que ninguém é predestinado ao inferno e este só é possível àqueles que tem aversão voluntária a Deus e nela persiste até o fim.

 

Pe. Juliano Osvaldo de Camargo


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