PARÓQUIA SÃO JOÃO BATISTA

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Boa tarde, Segunda-feira, 18 de Junho de 2018

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O Senhor me chamou ungiu-me e me enviou...

Vocação, chamado de Deus, resposta do homem

 

O mês de agosto é sem sombra de dúvidas um tempo todo especial no qual, a Igreja toda volta seu olhar para as vocações. Quantas vezes temos ouvido essa expressão: “A messe é grande e os operários são poucos” (Mt 9,36). Sei que pode parecer contraditório, a toda essa mudança de época que temos vivido. No entanto, cada vez mais tenho a convicção de que o Senhor continua a fazer ecoar o mesmo convite que fez outrora aos doze, que Ele mesmo escolheu: “Segue-me”(Mt 9,9)! Porém, talvez hoje esteja sendo muito mais difícil a resposta, o deixar tudo constitui o maior desafio. Se este é um grade desafio o ouvir a Deus que chama por meio do Filho se torna quase que impossível diante das vozes do mundo. Sentir a Deus que chama é quase que missão impossível aos olhos do mundo e da cultura do nosso tempo. O deixar-se seduzir por Deus é uma experiência quase que tida como ultrapassada e sem nexo. O eixo contextual da realidade afasta e impede a muitos de ouvir, é possível até escutar, porém ouvir nem sempre somos capazes.

Se no passado São Carlos Borromeu fora instrumento para fazer acontecer o ser e formar presbíteros para a Igreja de Cristo, hoje à luz do Espírito e do conceito primordial da Pastores Dabo Vobis é desafiante encontrarmos caminhos que façam realçar a realidade da pessoa em função de uma formação autentica e alicerçada em princípios de grande relevância para os presbíteros de hoje, como os de ontem e os que virão. O intelecto é com certeza uma preocupação eminente, formar homens capazes de dialogar com o seu tempo e as culturas sem perder a essência do Evangelho e a defesa da vida. Penso que seria oportuno fazermos com que a esta possa dar condições de propiciar elementos que capacitem e formem a consciência daquele que se propõe seguir de perto o Senhor no discipulado. Porém, não é possível parar só no aspecto acadêmico e sim mergulhar profundo na capacitação humano-afetiva de cada candidato ao presbiterado. “Dar-vos-ei pastores segundo o meu coração” (Jr 3,15), é hoje o maior apelo que faz o povo de Deus que inúmeras vezes sentem-se como que “ovelha sem pastor” (Mc 6,34). Chamo a atenção da importância que tem a família no despertar e no discernimento vocacional. Se de um lado a família desempenha esse papel vital a Comunidade igualmente deve tomar parte neste caminhar que faz despertar a vida para novos horizontes e as mais variadas possibilidades de crescimento sem abandonar às origens e poder fomentar ainda mais a dignidade de uma espiritualidade sã e verdadeira sem os fanatismos que acabam por se tornar ameaça que ridiculariza a grandeza do ministério sacerdotal. O que deveria ser marca deste ministério é a nossa identidade com o Cristo e não o que humanamente possa parecer busca de beneficio próprio. O benefício é de todo o Corpo de Cristo que mesmo mediante a fraqueza de nós homens manifestam a glória, e o poder de Deus. Servidor é o que devemos ser servos por amor e no amor diante da pluralidade em favor da unidade dos filhos e filhas de Deus.

É certo que a família é lugar privilegiado onde se manifesta a graça deste Deus que não se cansa de chamar, pena que este chamado seja na maioria das vezes reduzido à vocação sacerdotal e religiosa esquecendo-se que o sacramento do matrimonio é igualmente chamado que exige da mesma forma resposta autentica e adesão ao projeto do Pai. Não há detrimento de uma em relação à outra. Na verdade é na família que os filhos aprendem a responder com generosidade o chamado que lhes faz o Senhor. É na família que se formam os filhos no AMOR e para o AMOR. É em casa que se aprende a COMUNHÃO e o SER DOM DE DEUS para a edificação do CORPO. É ai que se desenvolve o caráter de FILHOS que se deixam conduzir pela Palavra e pelo Espírito de Deus numa dinâmica do sacerdócio comum de Cristo. Por isso, este mês de agosto é pedagogicamente momento oportuno de orarmos pelas vocações neste que também é o mês da família. Oremos para que nossas famílias sejam celeiros de inúmeras e santas vocações.


Pe. Juliano Osvaldo de Camargo


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