PARÓQUIA SÃO JOÃO BATISTA

Bem Vindo à PARÓQUIA SÃO JOÃO BATISTA
Bom dia, Quarta-feira, 17 de Janeiro de 2018

PARÓQUIA SÃO JOÃO BATISTA
VOCÊ ESTÁ EM: HOME / PE JULIANO OSVALDO DE CAMARGO /

Fazei penitência e crede no Evangelho

Iniciamos um novo Tempo Litúrgico: A Quaresma.

Com certeza tempo privilegiado de podermos experimentar da misericórdia de Deus que como Pai nos acolhe em sua bondade e amor. As cinzas marcam o inicio desta caminhada a partir da exortação: “convertei-vos e crede no Evangelho!” (Mc 1,15). A partir desta realidade pós-batismo de Jesus podemos trilhar um itinerário espiritual que nos ajude a viver este tempo, como de graça e como perspectiva de conversão e verdadeiro encontro com o Cristo e Senhor.

O primeiro passo é adentrarmos no deserto, fazemos a experiência do silêncio e da escuta de Deus: “PARE, OLHE, ESCUTE”! Sei o quanto é difícil encontrar tempo para parar deixar de lado o mundo e suas preocupações para entrarmos em sintonia com àquele que fala aos ouvidos e corações. Olhar e contemplar não só a toda a obra da criação e sim ver-se a si mesmo, como que poder estar consigo e a partir do encontro comigo mesmo poder fazer comunhão com Deus e com os irmãos. Calar, deixar de falar e ouvir Deus  seja este o maior desafio para cada um de nós. Situados diante do contexto da realidade encontrar-me e permitir ser encontrado por Deus. É como se pudéssemos agora fazer o nosso êxodo pessoal num caminho de conversão e de vida nova e abundante. Para alcançá-la é preciso primeiro vencer as tentações: o ter, o poder e o prazer. No deserto como podemos ver em (Mc 1, 12ss), Jesus é tentado durante quarenta dias no deserto. Também nós somos tentados. Tentados, porém não vencidos. São Francisco de Sales um dia disse: “Não temas se és tentado, se és tentado é sinal que o vosso adversário o diabo não vos possui, agora se não és tentado é sinal que ele já o possui!” Vencer as tentações e o mal é o primeiro passo para uma vida feliz e plena. Certos de podermos contar com o auxilio e com a graça de Deus peçamos às luzes do Espírito Santo para que cheios de sua força vivamos conforme é o desejo de Deus.

O segundo passo é podermos nos deixar transfigurar, primeiro como àqueles que cheios de coragem dizem: “Eis-me aqui” (Gn 22, 1) ao passo que se deixam conduzir por Deus que nos propõe aliança. Daí a necessidade de estarmos atentos e abertos a missão enquanto discípulos e missionários, testemunhas do Reino com consciência de que o discípulo não é àquele que vai à frente, e sim àquele que segue o mestre Jesus. Para que possamos atingir essa meta e assumirmos a missão é necessário tomarmos o texto (Mc 9,2-10).

O terceiro passo se dá a partir da realidade do templo. O que é o Templo? Para muitos de nós mera estrutura física. Mas como nós cristãos devemos entender o Templo de Deus? A Sinagoga ou o Templo é o lugar do encontro com Deus e o zelo de Jesus pela casa do Pai, o consome. Será que também nos deixaríamos consumir de zelo pela casa de Deus. “Santuário, casa de Deus, casa de irmãos!” Será que estaríamos dispostos a ver os irmãos como “Templo de Deus”? Que cada um de nós possa conferir o texto de (Jo 2,13-25) e depois de tudo, perceber que nossa luta não é contra o irmão, ou a irmã e sim contra o pecado e o mal. Daí, por diante, com o auxílio da graça de Deus nos transfigurar, permitir que seja manifestada em nós a glória de Cristo, Filho de Deus nosso amigo, irmão, Salvador e Senhor.

O próximo passo a ser dado é de voltar-se para Deus de forma convicta, serena e decidida. Da mesma forma que o povo de Deus voltou seu olhar para a serpente de bronze afim de que fosse salvo hoje, nosso olhar deve volta-se para o Cristo crucificado, Ele que levantado na cruz é fonte de vida e salvação (Jo 3,14-21). A cruz torna-se trono de graça para os que crêem. Esta, não é mais tida como loucura ou escândalo e sim penhor de salvação. Que bom seria se compreendêssemos que a cruz não traz em si significado de fim ou de morte e sim de vida nova Páscoa, Ressurreição e vida plena. “Que bom seria se nós homens, mulheres, crianças, adolescentes, jovens e anciãos não tivéssemos medo da cruz e a assumíssemos cada dia de nossas vidas no seguimento de Jesus!” Certamente deixaríamos nossa vida de pecado e viveríamos inteiramente para Deus. De fato é tempo de morrer para certas falsas convicções que acarretam o nosso afastamento de Deus e da comunhão com Ele e com os irmãos. Trilhando nosso itinerário espiritual para esta quaresma, chegamos ao último passo: “o grão de trigo, caído na terra, não morre, fica só se morrer produz muito fruto.” Assim, o caminho de Jesus é o do serviço até a entrega total da vida. Quem quiser servi-lo deverá seguir o mesmo caminho. Acaso seríamos capazes? Terminado este nosso itinerário estamos aptos para entrarmos em Jerusalém e vivenciarmos o Tríduo Pascal e enfim celebrarmos a Páscoa do Senhor. Todo esse caminho deve ter por pano de fundo a Campanha da Fraternidade que este trás o seguinte tema e lema: “Fraternidade e saúde pública”. “Que a saúde se difunda sobre a terra!” (Eclo 38,8).

 

Por: Pe. Juliano Osvaldo de Camargo


Veja Também


Morte, Fim ou Meio?
Cruz e Vitória
julian.jpg