PARÓQUIA SÃO JOÃO BATISTA

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Boa noite, Sexta-feira, 06 de Dezembro de 2019

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CATEQUESE: IMPORTÂNCIA DA SEMANA SANTA PARA O CATÓLICO

Para nós católicos a Semana Santa é a grande semana de celebrarmos os mistérios paixão, morte e ressurreição de Jesus, portanto, uma semana intensa, profunda, que deve ser participada com inteireza e dedicação por nós. É a memória da nossa salvação e do amor sem limites de Jesus Cristo, nosso Senhor!
No Domingo de Ramos iniciamos a Semana Santa aclamando Jesus como Rei e lendo a narração da Paixão do Senhor. Não se pode evitar, portanto, o encontro com a cruz de Cristo. Do ponto de vista da conversão, como refletimos no decorrer da Quaresma, todo cristão inicia sua conversão a partir de um encontro decisivo com a cruz. A procissão que realizamos não é um fato folclórico, mas memória de um acontecimento salvífico profetizado por Zacarias: teu rei vem montado num humilde jumentinho. Participar dessa procissão é um modo de continuar a mesma aclamação iniciada pelo povo de Jerusalém, quando acolheu Jesus com hosanas, com ramos de oliveiras e com mantos estendidos pelos caminhos. Nós continuamos a mesma aclamação em nossa cidade, proclamando lá na rua para que todos escutem que o Senhor é nosso rei! Hosana ao Filho de Davi! Bendito o que vem em nome do Senhor!
Na segunda-feira Santa faremos nossa caminhada penitencial até o Cristo, na entrada da cidade de Américo de Campos: reconhecemos nosso pecado e pedimos perdão ao mesmo tempo entregamos nossa cidade aos cuidados do Redentor. Na quarta-feira Santa a procissão do encontro e a meditação das 07 dores de Nossa Senhora vão nos ajudar a nos preparar para vivenciarmos o Tríduo pascal com o coração aberto para experiência com Jesus Cristo, que nos amou até o fim!
Na quinta-feira Santa celebramos a Instituição da Eucaristia, o rito do Lava-pés e o início da adoração a Jesus. Todos os ensinamentos de Cristo conduzem seus discípulos a uma mesa celebrativa, que se transforma em altar - sacramento da Cruz - onde oferecem um sacrifício agradável ao Pai. O envio dessa mesa acontece no serviço, no gesto do lava-pés, que nos convida a assumir a dinâmica do avental para bem servirmos e amarmos! No início do Tríduo Pascal destaca-se a centralidade Eucarística como celebração memorial, que atualiza a Salvação de Jesus Cristo no nosso hoje histórico e em nossa vida pessoal. Uma celebração que se realiza ao redor de uma Mesa, onde nos encontramos com Jesus e aprendemos que viver é se dispor a servir, como fez o Mestre.
A sexta-feira Santa é marcada pelo mais profundo silêncio. O mistério da Paixão e da Morte de Jesus Cristo é celebrado pela Palavra de Deus. A Liturgia faz um “grande silêncio celebrativo” neste dia, para ouvir Deus falando e celebrando com seu povo a grandeza do seu grande amor que nos salva. A Igreja celebra a Páscoa dolorosa do Senhor e intercede pelo mundo. O clima de tristeza e luto perpassa o dia do Sábado Santo, dia envolvido na atmosfera de fé e esperança que mistura a tristeza da Cruz e a esperança da Ressurreição. Estamos no sepulcro aguardando a grande notícia que dá sentido a nossa fé!
A mãe de todas as Celebrações é a Vigília Pascal, celebrada no sábado Santo. A Vigília é ponto de chegada, o grande auge, a grande exultação que explode de alegria, que celebra a vitória da vida sobre a morte. A grande Vigília Pascal é preparada por um dia silencioso e carregado de profunda espiritualidade, contemplando a Mãe silenciosa que sofre sem deixar de crer e esperar em Deus. Manifestando a continuidade desse dia silencioso e enlutado, a primeira parte da Vigília Pascal acontece na escuridão silenciosa da noite. Como tudo é simbólico nessa celebração, acendemos o fogo da vida na escuridão da morte. No meio da noite, em uma Igreja escurecida (enlutada) pela morte do Senhor, acendemos uma grande luz para proclamar a vitória de Jesus Cristo recordando as maravilhas divinas, através da longa Liturgia da Palavra que, pouco a pouco, vai acendendo as luzes no coração dos celebrantes, fazendo memória da criação divina, da fé de Abraão, da liderança profética de Moisés, conduzindo o povo pela Páscoa do deserto. Depois, a Igreja proclama agradecida, em forma de poemas e cânticos, as promessas divinas. Finalmente, a luz resplandece com todo o esplendor no túmulo vazio: o Senhor ressuscitou, proclama o Evangelho “aleluia”, cantam os celebrantes.
A terceira parte da celebração é a Liturgia batismal, quando erguemos as velas acesas e voltamos a assumir o compromisso batismal que significa também compromisso com a vida. Depois, a aspersão da água batismal sobre nós é um momento de exultação: canto e água em abundância, símbolo da vida abundante que vem da Ressurreição do Senhor. O efeito da Ressurreição do Senhor torna-se visível nos batizados: alegria e fé. Por fim, preparamos o altar para a Liturgia Eucarística: o altar é a mesa mais importante desta celebração litúrgica. É o local onde a Páscoa acontece no “hoje” de nossos dias onde nós participamos e comungamos a Páscoa de Jesus Cristo, a ressurreição do Senhor. Tudo o que foi proclamado na Liturgia da Palavra e na Liturgia do Batismo alcança seu momento alto na Liturgia Eucarística, quando oferecemos os simples dons do pão e do vinho, para que Deus os vivifique — os “encha” da vida divina — e alimente com eles o seu povo. Por isso, na celebração da Vigília Pascal, somos colocados do lado de Deus e exultamos de alegria, porque Cristo ressuscita, aleluia! Vence a morte por amor e abre a nós todos o caminho da eternidade! Com Cristo ressuscitaremos! É páscoa! É vida, é vitória!

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