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Boa tarde, Sexta-feira, 23 de Fevereiro de 2018

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O Mistério do Natal

Neste mês de janeiro, depois das festas do Natal do Senhor quando com toda a Igreja celebramos o mistério da Encarnação: “o Filho de Deus que se fez homem e habitou entre nós”. Fiquei extremamente comovido diante dos fatos que se seguem após o nascimento. Talvez haja certo reducionismo diante da importância dos acontecimentos, causando assim certa indiferença da parte dos homens.
Se por um lado o Natal ainda gera impacto em relação à mistagogia que o cerca, todo o restante que se sucede é quase que ignorado. Não sei os reais motivos que levam ao afastamento do querer aprofundar-se neste mistério que envolve, seduz e encanta. Creio que a imagem do presépio não seria completa sem o eco dos pastores aos quais os anjos anunciaram o nascimento do Messias. Da mesma forma perderia sua riqueza natural e seria deteriorada a realidade da missão Jesus se ao invés da simplicidade houvesse qualquer tipo de conforto, isso segundo os parâmetros de comodidade modernos. Seria o caos um palácio ao invés da estrebaria.
Vejo presente neste fato que na verdade os desígnios de Deus em muito se difere do que é o pensar e o querer dos homens. Se de um lado esta o homem com sua ostentação, de outro está Deus que em sua benevolência se faz pobre, pequeno e humilde afim de, manifestar-se aos homens, tornar-se conhecido, amado e adorado por toda a humanidade. Este sem sombra de dúvida é um mistério total. A prova deste é o fato dos magos do oriente se deixarem conduzir pela estrela e virem com seus presentes adorarem o menino. Fico me perguntando: “Por que um nascimento causaria tantos transtornos?” De fato, não se tratava de um simples nascimento. Àquele que nascia é o Filho de Deus, a realização de uma promessa prova viva da fidelidade de Deus. Herodes que o diga. O homem se atormentou, pois viu neste nascimento uma ameaça para seu reinado, seu poder como também para a suposta soberania do Estado.
Quando Gaspar, Balthasar e Melchior, vindos de tão longe para adorarem o menino geram neste governante verdadeira frustração, ira, revolta tudo isso a partir do medo. Talvez seja complicado enxergar ou ver esses detalhes. Porém, estes estão em conformidade com a fala de Simeão a mãe: “Este menino será causa de queda e reerguimento para muitos em Israel. Ele será um sinal de contradição – e a ti, uma espada de dor te traspassará a alma! – e assim serão revelados os pensamentos de muitos corações” (Lc 2,34-35). Assim podemos afirmar que Epifania significa aparição, manifestação e vem do grego “epiphanéia.” No sentido religioso, no calendário litúrgico da Igreja Católica, significa uma manifestação divina, por exemplo, quando houve a apresentação de Jesus Cristo ao mundo, através da chegada dos Reis Magos trazendo seus presentes. Assim, podemos afirmar que a Igreja Católica considera epifanias três eventos: a Epifania dos magos do oriente e que é celebrada no dia 6 de Janeiro a Epifania a João Batista no rio Jordão e a Epifania quando tornou-se conhecido pelo milagre de Caná. Por fim, é impossível falar do mistério da encarnação se não à luz do Tríduo Pascal: a Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor.

Pe. Juliano Osvaldo de Camargo


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