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Boa tarde, Quinta-feira, 19 de Julho de 2018

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É na família que os homens encontram a própria felicidade

Apresentado no Vaticano o VII Encontro Mundial das Famílias na presença do Cardeal Antonelli e Scola

 

A família não é uma coisa do passado, pelo contrário, é a aquela instituição que garante um futuro a todas as gerações. Além disso, fora de qualquer consideração moralista ou alarmista, a família faz melhor e, de muitas maneiras mais fácil, a vida das pessoas.

Estas são algumas das ideias nesta manhã no Vaticano, durante a Coletiva de imprensa de apresentação do VII Encontro Mundial das Famílias, na presença dos cardeais Ennio Antonelli e Angelo Scola Angelo, respectivamente presidente do Conselho Pontifício para a Família e arcebispo de Milão.

 

Na Sala de imprensa Vaticana também falou o professor Pierpaolo Donati, professor de Sociologia da Família na Universidade de Bolonha que, para a ocasião apresentou o seu livro Família Recurso da Sociedade (Il Mulino, 2012).

O cardeal Antonelli, em primeiro lugar, relatou algumas estatísticas sobre o Encontro Mundial das Famílias, que acontecerá em Milão do 30 de maio ao 3 de junho: 6900 participantes (incluindo 900 crianças) para o Congresso Teológico pastoral 104 relatores provenientes de 27 nações aproximadamente 300 000 participantes para o encontro de oração, de testemunho e de festa, sábado à noite, 2 de Junho, com o Papa Bento XVI, cujo número está destinado a subir para 1 milhão durante o encontro do domingo de manhã com o Santo Padre.

 

O cardeal também anunciou a publicação do Enchiridion que recolhe os ensinamentos mais recentes da Santa Sé sobre as questões da família e da vida humana. O texto abrange os últimos anos do pontificado de João Paulo II e os seis primeiros de Bento XVI (2005-2011).

O Enchiridion destina-se principalmente aos operadores da pastoral familiar, às associações, aos movimentos pró-família e pro-life, aos estudiosos, aos professores, aos políticos e trata temas que vão da teologia e antropologia da família, à educação familiar, à formação para a vida conjugal, à ética da vida.

Na opinião do cardeal Antonelli, então, é incorreto falar de família vítima da crise econômica. É bem verdade que a crise econômica e a crise da família têm uma matriz comum que reside nos males antropológicos do nosso tempo: o individualismo, o relativismo, o utilitarismo e o consumismo.

 

Entrando no tema do VII Encontro Mundial das Famílias - Família, trabalho, festa - o cardeal Scola mostrou dois aspectos constitutivos: a unidade da pessoa e o seu estar sempre em relação.

A família fundada pela união conjugal entre um homem e uma mulher, também, além de todos os acontecimentos culturais que o caracterizam, continua a ser o principal caminho para a geração e o crescimento da pessoa, destacou Scola.

 

A família, também, continuou o arcebispo de Milão, é o lugar onde a criança aprende a dizer eu, dá os primeiros passos, encorajados pela mãe e pelo pai, e vê o futuro como promessa. É sempre graças à família que cada um cresce nas relações sociais e laborais. Em particular, saborear a confiança recíproca, indispensável para a convivência entre os homens.

O fator festa (ou repouso) é fundamental por vários motivos: em primeiro lugar porque reestabelece um equilíbrio entre a vida afetiva e aquela laboral. A festa é o ponto mais alto do repouso, pelo uso gratuito e comum do tempo e do espaço que é fonte de alegria - explicou Scola - o homem se reconcilia consigo, com os outros e com Deus. Não é por acaso que todas as tradições religiosas se voltaram para a festa. A nossa sempre teve no domingo seu carácter distintivo.

 

Antecipando algo do Encontro Mundial de Milão, Scola disse que o Santo Padre almoçará ou jantará com uma família de cada continente, enquanto que a Caritas Ambrosiana, em colaboração com a Universidade Católica, oferecerá comida às famílias mais pobres, realizando um dos desejos que o Papa expressou.

Depois disso o professor Donati apresentou o livro preparado por ele, fruto de uma extensa pesquisa, articulada em torno de uma questão recorrente na opinião pública: a família é ainda um recurso para a pessoa e para a sociedade, ou ao contrário, é um resquício do passado que impede a emancipação dos indivíduos e o advento de uma sociedade mais livre, igualitária e feliz?

A partir do arquétipo da família normo-constituida (ou seja, marido e mulher, com pelo menos dois filhos), a investigação de Donati revela que a desconstrução desta definição de família não melhora - mas só piora a condição existencial dos indivíduos, destinados, desta forma, a tornar-se sujeitos passivos, ao invés de atores da sociedade, capaz de gerar capital humano e social.

 

A publicação visa, entre seus objetivos, minar os estereótipos como aquele em que no interior da família, o jovem seja educado para uma indiferença substancial e irresponsabiliade com relação à sociedade e aos deveres cívicos.

A realidade, explicou Donati, é que a família não é responsável por esta indiferença social, mas sim é a vítima, enquanto só o Estado e o mercado têm tido nos últimos anos um papel negativo em tal sentido.

A família, aliás, é sempre um jogo de soma positiva, porque ao mesmo tempo que gerando muitos filhos diminui os recursos econômicos disponíveis, por outro lado há uma relação inversa entre a riqueza econômica e a riqueza relacional.

 

Por Lucas Marcolivio

Fonte: Zenit.org


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