PARÓQUIA SÃO JOÃO BATISTA

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Bom dia, Domingo, 29 de Março de 2020

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VIVENDO A SANTA MISSA: CAMINHANDO ALEGREMENTE PARA O ENCONTRO COM O CRISTO

2º TEMA: CAMINHANDO ALEGREMENTE PARA O ENCONTRO AFETIVO E EFETIVO COM O CRISTO (Março)

1 - ACOLHIMENTO / OBJETIVO:

Anim: Vamos agora dar início ao aprofundamento dos Ritos Iniciais. O que significam os ritos? Os ritos pertencem a dinâmica celebrativa da religão, são expressões litúrgicas que precisam ser compreendidas  para que tenham significado. Em toda ação litúrgica estão presentes os eventos de salvação do Antigo e do Novo testamento, por isso, o rito litúrgico nos coloca em contato com o Senhor que salva na História.
Todos: Quando o sentido dos ritos não é conhecido, o mistério, que é o próprio Cristo, permenece escondido, sem sentido e sem expressivo e torna-se mudo, não comunicando nada a quem esta celebrando.
Anim: Precisamos dar sentido a liturgia, aos ritos e gestos, aos símbolos. Compreender tudo isso é conhecer Cristo. Vamos começar pelos Ritos iniciais da Missa!
Todos: Precisamos ser inseridos em Cristo, mergulhados no mistério, conhecer nossa liturgia em profundidade para que possamos celebrar com consciência, de modo ativo e frutuoso.
Anim: Quando o povo está reunido, a celebração abre-se com os ritos introdutórios ou Ritos iniciais, que incluem a procissão de entrada com  o cântico de abertura, a reverência profunda, o beijo no altar, o sinal da cruz, a saudação, um resumo do mistério celebrado, a recordação da vida, o ato penitencial (“Confesso”, no qual nos reconhecemos pecadores o Kyrie eleison ou aspersão), o hino do Glória e a oração da coleta: chama-se “oração da coleta” não porque ali se faz a coleta das ofertas: é a coleta das intenções de oração de todos os povos e aquela coleta da intenção dos povos eleva-se ao céu como prece. 
Leitor 1: A  finalidade dos ritos iniciais é fazer com “que os fiéis reunidos formem uma comunidade e se predisponham a ouvir com fé a Palavra de Deus e a celebrar dignamente a Eucaristia”.
Leitor 2:  Não é um bom hábito olhar para o relógio e dizer: “Estou a tempo, chego depois do sermão e assim cumpro o preceito”. A Missa começa com o sinal da cruz, com estes ritos introdutórios, porque ali começamos a adorar Deus como comunidade. E por isso é importante procurar não chegar atrasado mas, ao contrário, antecipadamente, a fim de preparar o coração para os ritos, para esta celebração da comunidade. 
Anim: Nosso segundo encontro mistagógico nos convida a percebermos a beleza dos ritos da procissão de entrada, o cântico de abertura e o beijo no altar.

2 - TEXTO FORMATIVO
Leitor 1: Caminhar e viver a procissão é um movimento expressivo de nossa fé. Nossa liturgia é ação que expressa numa linguagem total na qual se conjugam o gesto, a Palavra, a música e até mesmo a dança. A procissão de entrada, mesmo realizada apenas pelo presidente com os ministros, torna-se uma ação ritual. Expressa o caminhar do povo dos batizados convergindo para o altar, unidos ao Cristo, verdadeiro sacerdote, representado na pessoa daquele que preside em nome da Igreja. 
Leitor 2: O sentido desta procissão deve ser buscado no contexto mais amplo da caminhada do povo de Deus. Abraão caminhou até o lugar que Deus o enviou o povo de Deus caminhou rumo a terra prometida  Jesus caminhou até Jerusalém nós caminhamos até a Matriz para celebrar. O ritmo da caminhada nos recorda que somos peregrinos, caminheiros nesse mundo, sempre a caminho da casa do Pai. 
Anim: A procissão deve ser feita com muita consciência e cuidado, pois não é um simples símbolo, mas contém uma realidade muito profunda. Os ministros, leitores, coroinhas e acólitos, o padre ou mesmo o bispo nos representam na caminhada da vida. “Caminhando para o altar, dirigimo-nos para o Cordeiro, que no altar está vivo e triunfante (Ap 5,6). É a Igreja particularmente que se torna comunidade peregrina, desejando finalizar-se em Deus”. 
- Eu fico atento a procissão de entrada? Me sinto parte do povo de Deus que caminha rumo a Cristo? Qual sentimento que nasce em mim no momento desse rito? Percebo a grandeza de ser peregrino nesse mundo rumo a casa do Pai, sempre a caminho? 

Leitor 1: O cântico de abertura acompanha o rito de entrada. A procissão que converge para o altar convoca os participantes para a unidade, a alegria e ao entusiasmo de uma assembleia celebrante. A função desse canto é bem característica: abrir a celebração animar a assembleia e incentivar o sentido festivo do encontro conectar a mente, o coração e a vontade dos participantes no sentido do tempo litúrgico que se vive ou da festa que se celebra acompanhar a entrada em unidade com o presidente da assembleia e os ministros. 
Leitor 2: O canto de abertura reúne as vozes, aproxima os dispersos e convida a todos a entoar o mesmo hino de esperança. O povo não pode ser excluído da participação do canto processional de entrada. 
Anim: O canto de abertura não é para receber as pessoas, mas para nos colocar em contato com mistério que iremos celebrar. Ele deve falar do contexto litúrgico e nos envolver para celebrar, momento em que participamos com nossa voz, em sintonia com o corpo e os sentimentos.
- Eu tenho ouvido e cantado o canto de abertura? Eu concentro para dar início a Celebração ou fico disperso, destraído, sem perceber o rito e o canto?

Anim: Geralmente, enquanto se executa o cântico de entrada, o sacerdote com os outros ministros chega processionalmente ao presbitério, e aqui saúda o altar com uma inclinação e, em sinal de veneração, beija-o e, quando há incenso, incensa-o. Porquê? 
Leitor 1: Porque o altar é Cristo: é figura de Cristo. Quando olhamos para o altar, olhamos precisamente para onde está Cristo. O altar é Cristo. Estes gestos, que correm o risco de passar despercebidos, são muito significativos, porque exprimem desde o início que a Missa é um encontro de amor com Cristo o qual , “oferecendo o seu corpo na cruz [...] se tornou altar, vítima e sacerdote”.
Leitor 2: Com efeito, sendo sinal de Cristo, o altar “é o centro da ação de graças que se realiza com a Eucaristia”, e toda a comunidade em volta do altar, que é Cristo não para olhar na cara, mas para fitar Cristo, porque Cristo está no centro da comunidade e não longe dela.
Todos: o Altar é o centro e o coração do Corpo Místico. É o lugar do mistério pascal. É ele que dá razão ao espaço celebrativo. O que nele se passa sacraliza tudo e todos que o envolvem.
Leitor 1: O beijo no altar é uma ação ritual que vem sendo praticada desde o século IV e expressa simbolicamente um gesto de amor pela “mesa do Senhor”, pois é a mesa que atualia a aliança celebrada no banquete da vida, onde somos convidados a participar do corpo e do sangue do Senhor. 
Leitor 2: No beijo, há uma expressão de intimidade sagrada e simbólica feita de fé respeito antes de começar a celebração. Já que o altar é Cristo, é a ele que damos o beijo do reconhecimento e da adesão a seus projetos. Afetiva e efetivamente nos envolvemos nesta aliança que ele selou definitivamente no altar da cruz.
Anim: De fato o Altar é tão importante que a saudação ou a reverência no início e no término da Missa são para o Altar, não para o crucifixo. 
- Ao entrar na Igreja, contemplo o altar? Percebo que o altar está no centro? Como está preparado o altar? Qual a cor das toalhas?

3 – EXPERIÊNCIA PARA DOMINGO:
Anim: No próximo domingo, vamos fazer a experiência de observar os primeiros Ritos da Santa Missa: enxergar a procissão de entrada, participar do cântico de abertura e observar o presidente beijando o altar, o próprio Cristo. Deixar-se tocar por esse mistério de ser peregrino, caminheiro que se encontra com Cristo.
Algumas dicas para participarmos espiritualmente melhor dessas ações litúrgicas:
1. Perceber que o objetivo da procissão de entrada é caminhar rumo a Cristo, por isso, acompanhar esse rito é deixar-se encontrar por Jesus, experimentá-lo, sentir sua presença!
2. Aprender a cantar orando, fazendo com que a mente acompanhe a voz, em comunhão com os demais (cantando a uma só voz e um só coração) em companhia dos anjos e dos santos, na certeza que o Cristo e o Espírito cantam em nós e querem nos transformar através do canto. [Nesse sentido, destaco a importância da música litúrgica e o cuidado com músicas que não dizem de nossa fé, inseridas em nossas celebrações]. 

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